<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1756708134033505895</id><updated>2011-07-30T19:06:43.805-03:00</updated><title type='text'>Devaneios sem esmero! Garatujas à mostra!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://garatujasamostra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1756708134033505895/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://garatujasamostra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leandro Gel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16149934084670136665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_xlTid1z_fJY/SqrKSWwUR9I/AAAAAAAAAPc/HiF9ETZZuz8/S220/Gel.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1756708134033505895.post-4515910721661778441</id><published>2007-12-23T19:08:00.000-02:00</published><updated>2007-12-23T19:41:09.361-02:00</updated><title type='text'>Lugar-comum.</title><content type='html'>A vida é curta demais. Tão curta quanto um orgasmo, por isso também deve ser intensa como um. Mais nunca é: sempre falta dinheiro, cachaça, mulheres, vontade ou alguém pra te acompanhar. Assim segue a sociedade. O mesmo frio que te inspira a fazer loucuras é o que mata os miseráveis na madrugada. A mesma chuva que te faz querer hibernar na cama com um cobertor quente é o que massacra o sem-teto. O mesmo lindo sol que brilha e aquece com toda a sua pompa de ser a estrela-da-manhã é o que castiga no sertão. O vinho que alegra a vida é o que destrói famílias. E assim segue a vida: o doce da loucura com o amargo da verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1756708134033505895-4515910721661778441?l=garatujasamostra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://garatujasamostra.blogspot.com/feeds/4515910721661778441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1756708134033505895&amp;postID=4515910721661778441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1756708134033505895/posts/default/4515910721661778441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1756708134033505895/posts/default/4515910721661778441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://garatujasamostra.blogspot.com/2007/12/lugar-comum.html' title='Lugar-comum.'/><author><name>Leandro Gel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16149934084670136665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_xlTid1z_fJY/SqrKSWwUR9I/AAAAAAAAAPc/HiF9ETZZuz8/S220/Gel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1756708134033505895.post-5576198986750818342</id><published>2007-10-29T15:12:00.000-02:00</published><updated>2007-10-29T15:16:11.610-02:00</updated><title type='text'>Viagem</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="justify"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era o 10° dia a bordo do cargueiro. Escondido entre contêineres. A comida e a água acabaram. Passou três dias na escuridão total. Até descobrir uma pequena fresta. Nela podia sentir um pouco da maresia. Ver o mar. E deixar o sol tocá-lo e esquentar alguns centímetros da sua pele. A fresta o acalmava. Como um colecionador admira sua nova peça a olhava. &lt;br /&gt; Fugia. Não de seu país, nem de sua família, até mesmo porque nunca a conheceu. Do que fugia nem ele sabia. Mas fugia. Certa vez escutou um velho mendigo dizer que viagens moldam o caráter de um homem. Tudo isso pra ele era belo e talvez fosse isso que queria: amadurecer.&lt;br /&gt;  A fome começava massacrá-lo e se não bastasse a sede também o atacou sem piedade. Ele podia agüentar vários dias sem comida. Mas sem água não. De repente surtou! Saiu correndo em busca de água. Chegou ao convés. A ferocidade do sol massacrou seus olhos. Mais não importava. Ainda cambaleando mergulhou no balde do tripulante que limpava o chão. Mergulhou sua cara na água suja. E bebeu. O tripulante assustado começou atacá-lo com o rodo, o espancou até desmaiar. Quando o fugitivo acordou estava amarrado em uma cadeira. E cercado por homens. Um deles era o Comandante (sim, esse era seu nome), o capitão do navio. &lt;br /&gt; - Por que está aqui? – perguntou o Comandante.&lt;br /&gt; - Estou fugindo, senhor! – respondia ofegante o fugitivo.&lt;br /&gt;  - Mentira!  Por que está aqui? – Comandante gritava. &lt;br /&gt; - Já disse. Estou fugindo. Só queria amadurecer. Aprender sobre a vida. – assustado dizia o fugitivo.&lt;br /&gt; Todos começaram a rir. Muitos já tentaram infiltrar no cargueiro. E tinham diversas desculpas na tentativa de justificarem a sua presença. Mas essa era patética.&lt;br /&gt; - Procure as putas. Elas te ensinarão sobre a vida. – falou o Comandante.&lt;br /&gt; - Senhor, me deixe ficar! Posso ser útil na tripulação. – suplicou o fugitivo.&lt;br /&gt; - Rapaz, – falou o Comandante respirando fundo. – eu quero saber quem te enviou aqui! &lt;br /&gt; - Ninguém, senhor! &lt;br /&gt; Foi quando dois homens ao sinal do Comandante começaram a espancá-lo. O sangue escorria em seu rosto. &lt;br /&gt; - Vamos, seu espião comunista! Diga pra quem você trabalha e te dou um bote e deixo você ir.&lt;br /&gt; - Senhor, não sou comunista! Muito menos espião!  – respondia o fugitivo ao Comandante. As lágrimas de desespero desciam e misturavam ao sangue em seu rosto. Mas aqueles homens não se importavam. Não iriam parar de bater até ele dizer o que o Comandante queria escutar. O espancavam enquanto ele inutilmente, tentava dizer que não era ninguém e que só queria fugir. Mas não conseguia. Seu corpo tremia. Sua visão sumia. Estava fraco e perto da morte. &lt;br /&gt; E sem saber nem dia e hora, acordou. Em uma rocha na beira do mar. Abraçado a uma garrafa de vodka e com a cara naquilo que parecia seu vômito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1756708134033505895-5576198986750818342?l=garatujasamostra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://garatujasamostra.blogspot.com/feeds/5576198986750818342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1756708134033505895&amp;postID=5576198986750818342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1756708134033505895/posts/default/5576198986750818342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1756708134033505895/posts/default/5576198986750818342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://garatujasamostra.blogspot.com/2007/10/viagem.html' title='Viagem'/><author><name>Leandro Gel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16149934084670136665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_xlTid1z_fJY/SqrKSWwUR9I/AAAAAAAAAPc/HiF9ETZZuz8/S220/Gel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1756708134033505895.post-1940921529810502018</id><published>2007-10-29T01:22:00.001-02:00</published><updated>2009-09-13T18:14:15.354-03:00</updated><title type='text'>A Morte</title><content type='html'>&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estava ele sentado em uma cadeira não tão velha quanto a mesa de madeira,ganhada pelos avôs quando se casaram. Nela batia os dedos. Um após o outro, impacientemente. A ansiedade tomava conta de seu corpo inteiro, os seus músculos estavam fracos e os seus ossos pesavam como nunca.&lt;br /&gt;Estava com mesma sensação de quando o Brasil disputou a final da Copa de 94, aquele frio na barriga e o tempo passando lentamente. Encostou o lado direito do seu rosto naquela mesa fria. Como era boa a sensação. Despertava uma leve euforia dentro do seu corpo baleado por um misto de emoções. Nesse momento formou-se o esboço de um sorriso em seu rosto que ostentava uma expressão melancólica a algum tempo.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;                    Ouviu o ruído da fechadura do quarto da avó ao abrir. E enquanto o doutor saia de dentro do quarto lentamente e com um olhar triste, fechava a porta. K, esse era seu nome. Fechava os olhos e respirava fundo como se fosse a última vez. Ainda meio zonzo de tanto ar, levantou, firmou o braço direito na mesa até o doutor chegar até ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;                    - K, infelizmente ela... – dizia o doutor, como se tivesse um nó na garganta. Foi quando K o interrompeu: - Não acredito! - com os olhos brotando algumas lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;                   - Sim, ela está viva! &lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;                    - Como pode, doutor?! Ela já está com 85 anos! – replicava K, num tom de desespero.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;                    - Eu sei disso, não é algo normal, mas... – nesse momento o médico, que também era amigo da família, ficou sem palavras, e sentia aquele nó na garganta aumentar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;                    - E como ela está? - perguntou K, fechando os olhos na tentativa de não deixar as lágrimas escaparem dos olhos e escorrerem pelo seu rosto.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;                    - Amargurada por ainda estar respirando. Você sabe, ela acreditava que desta vez...&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;                    - É! - interrompia K o médico antes que ele conseguisse completar a frase. – Eu...eu sei.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;                Eles ficaram ali olhando pro céu acinzentado por alguns minutos. Então o doutor seguiu para sua casa. E K, seguiu para sua vida. Enquanto sua avó seguia esperando a morte, que parecia querê-la como um enófilo degusta o vinho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1756708134033505895-1940921529810502018?l=garatujasamostra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://garatujasamostra.blogspot.com/feeds/1940921529810502018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1756708134033505895&amp;postID=1940921529810502018' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1756708134033505895/posts/default/1940921529810502018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1756708134033505895/posts/default/1940921529810502018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://garatujasamostra.blogspot.com/2007/10/morte.html' title='A Morte'/><author><name>Leandro Gel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16149934084670136665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_xlTid1z_fJY/SqrKSWwUR9I/AAAAAAAAAPc/HiF9ETZZuz8/S220/Gel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
